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Operacional Mencionado em 10 artigos Atualizado em 08 de junho de 2026

OPME

Também: Órteses, Próteses e Materiais Especiais

Órteses, Próteses e Materiais Especiais. Materiais médico-hospitalares com rastreabilidade individual obrigatória (número de série) por exigência da ANVISA.

OPME (Órteses, Próteses e Materiais Especiais) é a categoria de produtos médicos utilizados em procedimentos cirúrgicos — implantes ortopédicos, válvulas cardíacas, stents, telas, fios de sutura especiais, materiais de cirurgia robótica e similares.

Por que OPME é categoria especial

  • Valor unitário alto — itens podem custar de centenas a centenas de milhares de reais.
  • Rastreabilidade por número de série — cada peça tem identificação única vinculada ao paciente.
  • Validade variável — alguns OPME têm validade longa (anos), outros curta (meses).
  • Risco regulatório — recall de OPME é evento sanitário grave; rastreabilidade lote a lote é crítica.

Operação de OPME

Distribuidora de OPME opera com modelos comerciais variados:

  • Consignação hospitalar — estoque na sala cirúrgica, faturamento após uso.
  • Kit cirúrgico — conjunto de peças entregue para procedimento específico, com devolução do que não foi usado.
  • Venda direta — cirurgião especifica a peça, hospital compra, OPME entregue.

Rastreabilidade exigida

OPME implantado em paciente precisa ter identificação completa: fabricante, lote, número de série, registro ANVISA, data de fabricação, validade. Esses dados são vinculados ao prontuário do paciente para suporte a eventual recall ou reação adversa.

Reality check

O que o regulador realmente cobra

OPME em consignação é onde distribuidora mais perde dinheiro. Peça enviada para hospital, esquecida no estoque deles, vence sem uso. Recuperar consignado vencido é lento e geralmente vira perda direta.

Cirurgião também é variável crítico — pode pedir OPME específico de fornecedor X, e cancelar na última hora porque optou por Y. Distribuidora absorve o custo da peça que ficou pronta para o procedimento.

Aplicação prática

Como o K-SINFI lida com OPME

O K-SINFI tem módulo OPME que difere do estoque normal:

  • Identificação por número de série de cada peça, não apenas por SKU.
  • Gestão de consignação — peças no hospital, com data de envio e prazo de devolução/uso.
  • Vinculação ao procedimento — paciente, cirurgião, data do uso, lote.
  • Faturamento condicional — só fatura após confirmação do uso ou término do prazo.
  • Alerta de vencimento em peças consignadas próximas do vencimento.
Perguntas frequentes

Dúvidas sobre OPME

OPME precisa de registro ANVISA?
Sim. Todo OPME comercializado no Brasil precisa de registro ou notificação ANVISA. O número de registro fica vinculado ao produto e é exigido em compra hospitalar e licitação.
Distribuidora de OPME segue a RDC 304?
Sim, complementada por normas específicas para produtos para saúde — RDC 16/2013 (BPF de produtos), RDC 67/2007 e atualizações. A RDC 304 cobre o transporte e armazenagem.
Cirurgia cancelada — quem paga a esterilização da peça?
Depende do contrato. Geralmente cirurgia cancelada por motivo do hospital absorve o custo de re-esterilização ou substituição da peça. Por motivo do paciente, varia.
Posso ter OPME em estoque sem ser distribuidor licenciado?
Não. Movimentação comercial de OPME exige AFE com escopo para produtos para saúde. Hospitais podem ter estoque interno sem AFE, mas distribuidores e atacadistas precisam.
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