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Operacional Atualizado em 08 de junho de 2026

GTIN-DI

Também: UDI Unique Device Identification GS1 GTIN para dispositivos médicos

GTIN-DI (Device Identifier) é o componente fixo do UDI (Unique Device Identification) — código GS1 que identifica unicamente um modelo de dispositivo médico. Complementado pelo PI (Production Identifier) com lote, validade e número de série.

UDI (Unique Device Identification) é o sistema internacional de identificação única de dispositivos médicos, alinhado com IMDRF, FDA e ANVISA. No Brasil, a implementação está em fase progressiva.

Composição do UDI

  • DI (Device Identifier) — fixo por modelo de produto. No padrão GS1, é o GTIN. Identifica "este modelo de stent X do fabricante Y".
  • PI (Production Identifier) — variável: lote, validade, número de série, data de fabricação. Identifica "esta unidade específica".

Por que importa

  • Rastreabilidade global — em recall, identifica unidade específica em qualquer lugar do mundo.
  • Vigilância pós-mercado — evento adverso vincula automaticamente ao produto exato.
  • Interoperabilidade — hospital, distribuidora, fabricante, ANVISA falam o mesmo código.
  • Conferência — leitura de barcode GS1 DataMatrix retorna tudo em um único scan.

Cronograma ANVISA

A implementação do UDI no Brasil é progressiva por classe de risco — começando por classes III e IV (de maior risco) e expandindo. Distribuidoras médico-hospitalares devem acompanhar publicações da ANVISA para adequar cadastro e leitura.

Reality check

O que o regulador realmente cobra

Adoção do UDI no Brasil tem ritmo variável. Hospitais públicos grandes já exigem em alguns produtos; hospitais privados pequenos podem não pedir. Distribuidora que opera com ambos precisa do dado cadastrado mas processo flexível para clientes que ainda usam código próprio.

Erro comum: confundir GTIN-DI (do modelo) com EAN-13 (do consumidor). EAN-13 é o código de barras de varejo. GTIN-DI é o código GS1 do dispositivo médico — geralmente em DataMatrix 2D, não em barras 1D.

Aplicação prática

Como o K-SINFI lida com GTIN-DI

O K-SINFI lê GS1 DataMatrix nativamente:

  • Cadastro de produto com GTIN-DI no campo padrão.
  • Recebimento com leitura DataMatrix retorna lote + validade + série automaticamente.
  • Validação cruzada: GTIN-DI do scan deve bater com cadastro.
  • Em recall do fabricante, busca por GTIN-DI retorna todas as unidades em estoque ou já vendidas.
Perguntas frequentes

Dúvidas sobre GTIN-DI

GTIN-DI é diferente de EAN-13?
Tecnicamente o GTIN é a especificação; EAN-13 é uma variante de 13 dígitos. Para dispositivos médicos, geralmente usa-se GTIN-14 codificado em GS1 DataMatrix, que carrega muito mais dado que o EAN do varejo.
Posso usar código de barras próprio em vez de GTIN-DI?
Internamente sim (cadastro paralelo). Mas para comunicação com hospital, ANVISA e cadeia internacional, o GTIN-DI é o padrão. Manter ambos no cadastro é o ideal.
GTIN-DI muda quando o produto é atualizado?
Depende. Mudança significativa (material, indicação) gera novo GTIN-DI. Mudança cosmética (embalagem, rótulo) geralmente preserva. O fabricante define.
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Próximo passo

Ver GTIN-DI acontecer no K-SINFI.

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