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Regulatório Mencionado em 28 artigos Atualizado em 08 de junho de 2026

UDI

Também: Unique Device Identifier Identificação Única de Dispositivos Médicos

Sistema global de identificação única de dispositivos médicos, regulamentado no Brasil pela RDC 591/2021. Combina código identificador do produto (DI — Device Identifier) com dados de produção (PI — Production Identifier: lote, validade, número de série) em código GS1 DataMatrix.

UDI (Unique Device Identifier) é o sistema global de rastreabilidade individual de dispositivos médicos, alinhado às práticas do IMDRF (International Medical Device Regulators Forum). No Brasil, a RDC 591/2021 regulamenta a adoção do UDI; nos EUA, a FDA opera o UDI desde 2014; na União Europeia, o MDR (Regulamento UE 2017/745) introduziu o EUDAMED com prazos paralelos.

O código UDI tem duas partes complementares:

  • DI (Device Identifier): identificador estático do produto — fixo enquanto o modelo existir. No padrão GS1, é o GTIN-14 (14 dígitos). Catalogado no banco de dados nacional gerenciado pela ANVISA.
  • PI (Production Identifier): dados variáveis a cada unidade produzida — lote (AI 10 do GS1), número de série (AI 21), data de validade (AI 17), data de fabricação (AI 11).

Tudo é codificado em um único símbolo bidimensional (GS1 DataMatrix) impresso na embalagem comercial e, quando aplicável, diretamente no dispositivo (UDI Direct Mark).

O cronograma da RDC 591/2021 implementa a obrigatoriedade em ondas, por classe de risco:

  • Classe IV (maior risco — implantes ortopédicos, cardiovasculares, neuro): prazo mais curto, ondas iniciais
  • Classe III (alto risco): onda seguinte
  • Classes II e I: prazos posteriores, ondas finais
Reality check

O que o regulador realmente cobra

O cronograma da RDC 591/2021 é mais conservador que o americano (FDA, totalmente implementado desde 2020) e o europeu (MDR, EUDAMED em fases), mas inspeção sanitária estadual e auditoria de hospital privado já cobram captura de UDI antes dos prazos formais da ANVISA, por antecipação da boa prática internacional. Quem está com sistema preparado captura UDI hoje, cumpre a regra à medida que cada classe é exigida e ganha vantagem competitiva em hospital que faz Joint Commission ou ONA. Risco crítico: produto com UDI mal-formado no Brasil (DI brasileiro diferente do GTIN global) gera divergência em base de dados internacional — problema em exportação ou auditoria de multinacional.

Aplicação prática

Como o K-SINFI lida com UDI

O K-SINFI captura UDI no recebimento via leitor GS1 DataMatrix conectado ao terminal mobile do conferente. Em um único scan: o sistema separa DI e PI automaticamente, valida o DI contra o catálogo ANVISA do produto, arquiva o GTIN + lote + validade + número de série no histórico individual da unidade, e endereça automaticamente conforme regra do SKU. Em rastreio (recall, auditoria, devolução), basta informar GTIN + lote ou GTIN + série para listar todos os destinatários por NF-e específica. Suporta UDI Direct Mark quando o fabricante imprime no dispositivo (cateteres, implantes ortopédicos).

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre UDI

UDI é obrigatório para todos os dispositivos médicos?
Não. A obrigatoriedade segue cronograma da RDC 591/2021 por classe de risco. Classes III e IV têm prazos mais curtos; classes I e II têm prazos posteriores. Mas captura voluntária é altamente recomendada para qualquer classe.
UDI é diferente de GTIN?
GTIN é apenas o DI (identificador estático do produto). UDI completo é DI + PI (dados variáveis: lote, validade, série) codificados juntos no GS1 DataMatrix.
Existe banco de dados público com os UDIs brasileiros?
Sim. A ANVISA mantém o UDI-Brasil (em construção e expansão), com cadastro do DI por produto e detentor do registro. Consulta pública via Portal ANVISA.
UDI substitui o registro ANVISA?
Não. UDI é a identificação operacional individual do produto; o registro ANVISA é o ato regulatório que autoriza a comercialização. UDI complementa o registro, não substitui.
Como ler o UDI sem leitor especializado?
Smartphone com app GS1-aware lê DataMatrix. Para operação de armazém, leitor industrial 2D é recomendado pela velocidade e precisão (90+ ppm em recebimento típico).
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