TUSS
Tabela de códigos padronizados de procedimentos, materiais, medicamentos e taxas de serviços hospitalares, mantida pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Obrigatória em faturamento de operadora de saúde privada e em troca de informação na saúde suplementar.
A TUSS é a tabela de códigos padronizada do setor de saúde suplementar brasileiro, mantida pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Substituiu múltiplas tabelas anteriores (CBHPM, Tunep, AMB-90, AMB-92) e unificou o vocabulário para faturamento e troca de informação entre operadoras de plano de saúde e prestadores de serviço (hospitais, laboratórios, clínicas).
Estrutura da TUSS:
- Procedimentos e eventos: cirurgias, consultas, exames, terapias (oito dígitos)
- Materiais e medicamentos: incluindo OPME, com vínculo a registro ANVISA
- Diárias hospitalares: enfermaria, semi-intensiva, UTI
- Taxas e gases: sala cirúrgica, recuperação, gases medicinais
Para distribuidora de OPME que vende para hospital privado, a TUSS é a "moeda de troca": cada SKU comercializado tem um código TUSS que é referenciado na conta hospitalar do paciente. O código TUSS é o que a operadora de saúde "enxerga" para autorizar (ou glosar) a cobrança.
O que o regulador realmente cobra
Distribuidora de OPME que não mantém vínculo entre SKU e código TUSS sofre glosa de operadora — o produto pode ser entregue, usado no paciente, mas o hospital não consegue faturar por código TUSS inadequado. Isso volta como devolução ou cobrança de "desconto comercial" da distribuidora. Manter a tabela TUSS atualizada e cruzada com o SKU é tarefa estruturante. Operadoras de saúde têm exigência crescente: alguns codigos TUSS exigem comprovação de registro ANVISA específico, atestado de procedência e nota fiscal direta da distribuidora ao hospital.
Como o K-SINFI lida com TUSS
O K-SINFI mantém vínculo SKU → código TUSS no cadastro mestre, com atualização automática conforme publicação da ANS. NF-e para hospital privado pode incluir código TUSS como informação complementar quando o cliente exige. Relatórios de venda por código TUSS para gestão comercial e análise de glosa.
Dúvidas sobre TUSS
TUSS é obrigatória em venda para hospital privado?
Quem mantém a tabela TUSS?
TUSS muda quando há um novo procedimento?
Artigos que mencionam TUSS
Comprador que ainda olha planilha de saldo perde dinheiro em vencimento e em ruptura. A sugestão automática combina giro, sazonalidade, leadtime e validade para apontar exatamente o que comprar — antes da falta.
A Rede Nacional de Dados em Saúde tem 4 anos. Para o cidadão consultar histórico no Conecte SUS, já funciona. Para hospital, está em adoção. Para distribuidora regional, a janela é agora: começam a aparecer cláusulas em editais do CEAF exigindo integração RNDS. Como preparar.
Outros termos de Operacional
Cross-docking
OperacionalOperação em que mercadoria recebida é redirecionada diretamente para expedição, sem armazenagem intermediária. Reduz custo de estoque mas exige sincronização precisa entre compra e venda.
Abrir verbeteDispositivo médico
OperacionalTermo guarda-chuva ANVISA para qualquer instrumento, aparelho, material ou artigo usado em diagnóstico, tratamento, prevenção ou monitoramento de condições de saúde — sem ação farmacológica primária. Equivalente a "material médico-hospitalar".
Abrir verbeteEsterilização
OperacionalProcesso de eliminação de toda forma de vida microbiana em produtos para saúde, validado pelo fabricante com nível de garantia de esterilidade (SAL) ≤ 10⁻⁶. Define a categoria "produto estéril" vs "limpo" vs "padrão".
Abrir verbeteFEFO
OperacionalFirst-Expired, First-Out. Estratégia de separação que prioriza o lote com data de validade mais próxima — padrão obrigatório em distribuidoras farmacêuticas.
Abrir verbeteFIFO
OperacionalFirst-In, First-Out. Estratégia de separação por ordem de entrada. Em medicamentos, geralmente substituída pelo FEFO, que prioriza vencimento.
Abrir verbeteGTIN-DI
OperacionalGTIN-DI (Device Identifier) é o componente fixo do UDI (Unique Device Identification) — código GS1 que identifica unicamente um modelo de dispositivo médico. Complementado pelo PI (Production Identifier) com lote, validade e número de série.
Abrir verbeteTransportation Management System. Software de gestão de transporte que organiza roteirização, frete, motoristas e rastreamento — integração comum com ERP em distribuidora com frota relevante.
Sistema global de identificação única de dispositivos médicos, regulamentado no Brasil pela RDC 591/2021. Combina código identificador do produto (DI — Device Identifier) com dados de produção (PI — Production Identifier: lote, validade, número de série) em código GS1 DataMatrix.
Ver TUSS acontecer no K-SINFI.
Demonstração 45 minutos com farmacêutico especialista. Dados do seu perfil operacional — não slides genéricos.