Lead time
Intervalo de tempo entre o pedido de reposição feito pela distribuidora e a entrega física do produto no CD. Em distribuição farmacêutica, varia de 3-7 dias (fabricantes nacionais via rodoviário) a 60-90 dias (importados via marítimo + processo aduaneiro).
Lead time é a métrica de tempo no fluxo logístico. Em distribuidora farmacêutica, três lead times se sobrepõem:
- Lead time de fornecedor: tempo entre pedido de compra e chegada do produto no CD. Inclui tempo de processamento do fabricante, transporte, conferência. Variável por origem (nacional vs importado), modal (rodoviário, aéreo, marítimo) e regime aduaneiro.
- Lead time interno: tempo entre chegada no CD e disponibilidade para venda. Inclui conferência, endereçamento, eventual qualificação (cadeia de frio), liberação do farmacêutico responsável quando aplicável. Tipicamente 1-3 dias úteis.
- Lead time de cliente: tempo entre pedido do cliente (hospital, farmácia, Secretaria) e entrega física. Inclui separação, faturamento, transporte. Tipicamente 2-7 dias para SUS, 24-48h para urgência hospitalar.
Lead time total = soma dos três (do pedido inicial à mão do paciente final).
O que o regulador realmente cobra
Distribuidora que não monitora lead time por fornecedor está reposicionando estoque "por feeling" — abastece pouco quando o fornecedor atrasa pouco, gera ruptura quando atrasa de novo. Lead time real precisa ser medido continuamente (não estimado pela tabela do fornecedor) e usado no parâmetro de estoque de segurança e ponto de pedido. Caso clássico de prejuízo: fornecedor reduz lead time gradualmente sem comunicar, distribuidora segue com estoque de segurança alto, capital de giro engessado em produto parado.
Como o K-SINFI lida com Lead time
O K-SINFI calcula lead time real por fornecedor, por SKU, mensal, com média móvel ponderada. Sugere ponto de pedido e estoque de segurança considerando lead time efetivo + sazonalidade + ruptura histórica. Alerta automático quando lead time real diverge mais de 30% do parâmetro cadastrado — sinal de mudança no fornecedor que exige revisão.
Dúvidas sobre Lead time
Lead time fixo do fornecedor é confiável?
Como reduzir lead time?
Lead time conta sábado e domingo?
Artigos que mencionam Lead time
Hospital cobra OTIF acima de 95% em SLA. Pregão do CEAF cobra 98%. Mas medir OTIF "no fim do mês" sem decompor por causa-raiz só gera relatório bonito. Como atacar ruptura, separação e transportadora simultaneamente — com sistema, não com força bruta.
Comprador que ainda olha planilha de saldo perde dinheiro em vencimento e em ruptura. A sugestão automática combina giro, sazonalidade, leadtime e validade para apontar exatamente o que comprar — antes da falta.
Implantação de ERP em distribuidora farmacêutica mid-market segue um ritmo previsível quando o fornecedor já entendeu o vertical. Etapa a etapa, com decisões críticas, prazos e armadilhas comuns.
Outros termos de Operacional
Cross-docking
OperacionalOperação em que mercadoria recebida é redirecionada diretamente para expedição, sem armazenagem intermediária. Reduz custo de estoque mas exige sincronização precisa entre compra e venda.
Abrir verbeteDispositivo médico
OperacionalTermo guarda-chuva ANVISA para qualquer instrumento, aparelho, material ou artigo usado em diagnóstico, tratamento, prevenção ou monitoramento de condições de saúde — sem ação farmacológica primária. Equivalente a "material médico-hospitalar".
Abrir verbeteEsterilização
OperacionalProcesso de eliminação de toda forma de vida microbiana em produtos para saúde, validado pelo fabricante com nível de garantia de esterilidade (SAL) ≤ 10⁻⁶. Define a categoria "produto estéril" vs "limpo" vs "padrão".
Abrir verbeteFEFO
OperacionalFirst-Expired, First-Out. Estratégia de separação que prioriza o lote com data de validade mais próxima — padrão obrigatório em distribuidoras farmacêuticas.
Abrir verbeteFIFO
OperacionalFirst-In, First-Out. Estratégia de separação por ordem de entrada. Em medicamentos, geralmente substituída pelo FEFO, que prioriza vencimento.
Abrir verbeteGTIN-DI
OperacionalGTIN-DI (Device Identifier) é o componente fixo do UDI (Unique Device Identification) — código GS1 que identifica unicamente um modelo de dispositivo médico. Complementado pelo PI (Production Identifier) com lote, validade e número de série.
Abrir verbeteConjunto de materiais e dispositivos médicos montado para um procedimento específico (artroplastia, parto, hemodinâmica), reunindo itens de lotes e registros distintos numa única unidade de fornecimento. Exige rastreabilidade de cada componente e controle de validade do item mais restritivo.
Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos, sancionada em 1º/04/2021. Substituiu a Lei 8.666/1993 (Estatuto Geral), a Lei 10.520/2002 (Pregão) e a Lei 12.462/2011 (RDC). Vigência integral obrigatória a partir de 30/12/2023 (prazo prorrogado pela Lei 14.692/2023).
Ver Lead time acontecer no K-SINFI.
Demonstração 45 minutos com farmacêutico especialista. Dados do seu perfil operacional — não slides genéricos.