GS1
Organização que define os padrões de código de barras usados na cadeia de suprimentos, como o GTIN, o DataMatrix, o GS1-128 e o SSCC.
GS1, também chamada de GS1 Brasil (e associada aos códigos GS1 DataMatrix e GS1-128), é a organização internacional, com escritório no Brasil, que mantém os padrões de identificação de produtos usados na cadeia de suprimentos. Quando um leitor lê a embalagem de um medicamento e mostra o produto, o lote e a validade, foi a GS1 que definiu como esses dados estão gravados no código. O padrão vale para a indústria que imprime a etiqueta, para a distribuidora que recebe, separa e expede, e para o hospital ou a farmácia que confere na ponta.
Os códigos que a distribuidora encontra todo dia:
- GTIN: o número global do item, o mesmo do código de barras EAN-13 do varejo. Identifica o produto, não a unidade.
- GS1 DataMatrix: código quadrado (bidimensional) da embalagem do medicamento, com GTIN, lote, validade e número de série, no formato que a ANVISA adotou para rastreabilidade.
- GS1-128: código de barras em linha das caixas de embarque, com campos para lote, validade e quantidade.
- SSCC: o número de série do volume de expedição, que liga o palete ou a caixa à nota fiscal e ao romaneio.
Na NF-e 4.0, o GTIN informado no item é conferido com o cadastro centralizado da GS1, e se não bater a nota é rejeitada.
Na prática
O padrão só traz rastreabilidade quando a leitura do código substitui a digitação. A distribuidora que tem leitor e ainda pede para o operador digitar lote e validade no recebimento paga pelo equipamento e continua com o erro humano.
O segundo problema é de cadastro: um GTIN errado no cadastro do produto pode passar anos sem ninguém notar, até a SEFAZ começar a rejeitar a NF-e ou o cliente devolver uma carga porque a leitura não bate com o pedido.
Perguntas frequentes
GS1 e GTIN são a mesma coisa?
Não. GS1 é a organização que mantém os padrões. GTIN é um desses padrões: o número que identifica o produto, impresso no código de barras.
O que o GS1 DataMatrix carrega?
GTIN, lote, validade e número de série do medicamento, num código bidimensional que o leitor lê de uma vez.
A distribuidora precisa se filiar à GS1?
Só quem cria produto e precisa de GTIN próprio. Quem apenas distribui produtos de terceiros lê os códigos que a indústria imprimiu.
A NF-e confere o GTIN?
Sim. Desde a NF-e 4.0 o GTIN do item é conferido com o cadastro centralizado da GS1, e a divergência gera rejeição.
No KWeb, os aplicativos para Android e iPhone leem o código de barras pela câmera na entrada, na separação e no inventário.
Leia também: ERP com controle de estoque para distribuidora farmacêutica, WMS para distribuidora farmacêutica e Medicamentos em marketplaces e a Lei 15.357.
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