CT-e
Conhecimento de Transporte Eletrônico. Documento fiscal digital usado por transportadoras para prestação de serviço de transporte de cargas.
O CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico) é o documento fiscal eletrônico que comprova a prestação de serviço de transporte de mercadoria, substituindo o antigo conhecimento de transporte em papel.
Quando se emite CT-e
Sempre que há transporte de mercadoria entre estabelecimentos por terceiro (transportadora). Em distribuidora farmacêutica, o CT-e é emitido pela transportadora contratada — não pela distribuidora. Mas a distribuidora precisa receber, conferir e arquivar para apuração fiscal e auditoria.
Relação com NF-e e MDF-e
- NF-e identifica a mercadoria e o remetente/destinatário comercial.
- CT-e identifica o serviço de transporte e a transportadora.
- MDF-e agrupa múltiplas NF-e e CT-e em uma única viagem.
CT-e na distribuidora
Distribuidora que usa transporte de terceiros precisa cruzar NF-e de venda com CT-e correspondente — divergência em rota, peso, valor declarado ou destinatário pode gerar inconsistência no SPED Fiscal.
O que o regulador realmente cobra
O erro mais comum é distribuidora perder o CT-e no fluxo operacional — transportadora emite, envia por e-mail, ninguém da operação arquiva. Em apuração, a divergência aparece e gera retrabalho.
Outro ponto: transportadora pequena às vezes deixa de transmitir CT-e em prazo, alegando "vai emitir depois". Distribuidora não pode aceitar transporte sem CT-e em mãos — assume risco fiscal se o CT-e nunca chegar.
Como o K-SINFI lida com CT-e
O K-SINFI recebe CT-e automaticamente via web service da SEFAZ:
- Captura automática dos CT-e emitidos contra o CNPJ da distribuidora.
- Cruzamento com NF-e de venda correspondente.
- Alerta de CT-e pendente — venda fechada sem CT-e recebido em 5 dias.
- Arquivo em PDF e XML por 5 anos para apuração e auditoria.
Dúvidas sobre CT-e
Distribuidora emite CT-e?
CT-e e MDF-e têm a mesma função?
Posso aceitar carga sem CT-e?
CT-e cancelado depois da entrega — como tratar?
Artigos que mencionam CT-e
Hospital cobra OTIF acima de 95% em SLA. Pregão do CEAF cobra 98%. Mas medir OTIF "no fim do mês" sem decompor por causa-raiz só gera relatório bonito. Como atacar ruptura, separação e transportadora simultaneamente — com sistema, não com força bruta.
A EFD-ICMS/IPI deveria nascer pronta da NF-e emitida no dia. Quando contador refaz a EFD em planilha no fim do mês, é sinal de que o ERP não está integrado ao SPED — ou que CFOP/CST/MVA estão sendo lançados errados na NF-e original. Como diagnosticar e corrigir.
Outros termos de Fiscal
CAP
FiscalCoeficiente de Adequação de Preços — desconto mínimo obrigatório aplicado sobre o Preço Fábrica nas vendas de medicamentos à administração pública. Atualizado anualmente pela CMED, está fixado em 21,53% (Resolução CMED 05/2020) e é o fator que define o PMVG.
Abrir verbeteCEST
FiscalCódigo Especificador da Substituição Tributária — código de 7 dígitos que identifica mercadorias sujeitas à ST, instituído pelo Convênio ICMS 92/2015. Medicamentos e produtos farmacêuticos têm CEST próprios; o código é obrigatório na NF-e dos itens passíveis de substituição tributária.
Abrir verbeteCFOP
FiscalCódigo de 4 dígitos que identifica a natureza fiscal da operação na NF-e: sentido (entrada/saída), abrangência (intra/inter/exterior), categoria (venda, devolução, remessa, transferência) e particularidade (ST, consignação, comodato). Tabela publicada e mantida pelo CONFAZ no Convênio ICMS 16/2009 e suas atualizações.
Abrir verbeteConvênio ICMS 87/2002
FiscalConvênio do CONFAZ que concede isenção de ICMS nas operações com fármacos e medicamentos destinados a órgãos da administração pública direta federal, estadual e municipal. Exige que o benefício seja repassado ao preço, com dedução do imposto que seria devido.
Abrir verbeteCrédito presumido
FiscalBenefício fiscal em que se concede um crédito calculado por presunção, reduzindo o imposto a recolher sem corresponder a uma entrada efetivamente tributada. No setor farmacêutico aparece no PIS/COFINS (lista positiva, Lei 10.147/2000) e em regimes estaduais de ICMS para distribuidoras.
Abrir verbeteDIFAL
FiscalDiferencial de Alíquota do ICMS aplicado em vendas interestaduais para consumidor final não-contribuinte. Distribuidoras que vendem para outras UFs precisam calcular e recolher.
Abrir verbeteOperação em que mercadoria recebida é redirecionada diretamente para expedição, sem armazenagem intermediária. Reduz custo de estoque mas exige sincronização precisa entre compra e venda.
Classificação de produtos por relevância — A (alto giro/margem), B (médio), C (baixo). Em distribuidora farmacêutica, orienta política de estoque, frequência de compra e ponto de ressuprimento.
Ver CT-e acontecer no K-SINFI.
Demonstração 45 minutos com farmacêutico especialista. Dados do seu perfil operacional — não slides genéricos.