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Regulatório Mencionado em 2 artigos Atualizado em 08 de junho de 2026

RENAME

Também: Relação Nacional de Medicamentos Essenciais

Lista oficial dos medicamentos essenciais oferecidos pelo SUS, organizada em três componentes (Básico, Estratégico, Especializado). Atualizada bienalmente pelo Ministério da Saúde via Portaria GM/MS, com base em recomendações da CONITEC e Lei 12.401/2011.

A RENAME é a base normativa de oferta gratuita de medicamentos no SUS, instituída pela Lei 12.401/2011 e atualizada bienalmente. Estrutura-se em três componentes complementares (Portaria GM/MS 1.554/2013 e atualizações):

  • Componente Básico: medicamentos para atenção primária à saúde (analgésicos, anti-hipertensivos, antidiabéticos, contraceptivos, antibióticos básicos). Financiamento tripartite (federal + estadual + municipal). Distribuição municipal via REMUME (Relação Municipal de Medicamentos Essenciais).
  • Componente Estratégico: medicamentos para programas nacionais — HIV/AIDS, tuberculose, hanseníase, hepatites virais, malária, leishmaniose, anemia falciforme. Compra centralizada pelo Ministério da Saúde (gestão SCTIE/MS).
  • Componente Especializado (CEAF): alto custo, doenças raras, oncológicos, biológicos, imunossupressores. Regulado por PCDT. Compra estadual, financiamento federal majoritário, dispensação via Secretaria de Saúde Estadual.
Reality check

O que o regulador realmente cobra

Para distribuidora regional, o Componente Especializado é o filão com mais volume e margem operacional. Mas exige conhecimento do PCDT por produto, capacidade de gestão documental (LME), AFE com escopo correto e capital de giro para ciclo de 60-120 dias de pagamento da Secretaria. Componente Estratégico é compra centralizada federal — só entram fornecedores com escala nacional. Componente Básico tem ciclo curto mas margem apertada — distribuidora regional disputa por preço com player nacional. Acompanhar a atualização bienal da RENAME é estruturante: medicamento incorporado tem demanda federal/estadual nova; medicamento excluído tem queda brusca de pedido.

Aplicação prática

Como o K-SINFI lida com RENAME

No K-SINFI, SKUs RENAME são marcados com tag específica (Básico, Estratégico ou CEAF), geram alertas automáticos para o comercial em editais de Secretaria de Saúde que envolvam os produtos, e disparam workflow especializado para Componente Especializado (validação de LME, vínculo com PCDT, gestão documental para TCE). Atualização bienal da RENAME importa novos SKUs e marca produtos excluídos para tratamento contábil.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre RENAME

A RENAME é atualizada quando?
Atualização bienal regular via Portaria GM/MS. Atualizações pontuais podem ocorrer fora do ciclo bienal quando a CONITEC aprova incorporação ou desincorporação urgente.
Qual a diferença entre RENAME e REMUME?
RENAME é a relação federal; REMUME é a relação municipal (definida por cada município, geralmente baseada na RENAME Básica com adaptações locais).
Distribuidora pequena consegue entrar no CEAF?
Sim. CEAF é compra estadual, com preferência regional pela logística. Exige AFE com escopo correto, capital de giro e equipe técnica para validação documental (LME, PCDT).
Posso vender medicamento RENAME para o privado?
Sim, sem o vínculo PCDT. Médico no privado tem liberdade de prescrição. Mas preço CMED continua regulando o valor máximo.
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Próximo passo

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