RNDS
Plataforma nacional do Ministério da Saúde para interoperabilidade de dados em saúde — pontos de entrada para Conecte SUS (cidadão), e-SUS Hospitalar, e-SUS APS. Padrão FHIR HL7 para integração. Base do sistema brasileiro de e-health.
A RNDS (Rede Nacional de Dados em Saúde) é a plataforma de interoperabilidade do Ministério da Saúde, instituída pela Portaria GM/MS 1.434/2020. Conecta sistemas de saúde públicos e privados via padrão FHIR HL7, com objetivo de garantir que dados clínicos do paciente sejam acessíveis em qualquer ponto da rede de atendimento.
Ecossistema RNDS:
- Conecte SUS: app/site para o cidadão consultar histórico de atendimentos, vacinas, exames, medicações.
- e-SUS Hospitalar: sistema para hospitais públicos integrarem dados de internação, alta, prescrição.
- e-SUS APS: sistema para Unidades Básicas de Saúde.
- SIASG/Hórus: sistemas de gestão de assistência farmacêutica (em fase de migração para a RNDS).
- API RNDS: pontos de integração para sistemas privados (hospitais privados, laboratórios, distribuidoras).
Para distribuidora farmacêutica, a integração com a RNDS está em fase inicial mas crescente. Cenários relevantes:
- Entrega de medicamento do Componente Especializado com vínculo ao Cartão SUS do paciente
- Notificação de evento adverso integrada ao prontuário do paciente
- Rastreabilidade de hemoderivado por unidade individual vinculada ao receptor
O que o regulador realmente cobra
A RNDS é jovem (2020) e tem implementação desigual: Conecte SUS é robusto para o cidadão consultar; integração para distribuidores está em construção, com APIs disponíveis mas adoção ainda baixa. Distribuidoras que se preparam agora ganham vantagem regulatória nos próximos 2-3 anos — quem chega depois pode ter problema em manter habilitação a programas como CEAF que demandem integração RNDS.
Como o K-SINFI lida com RNDS
O K-SINFI tem arquitetura preparada para integração RNDS via FHIR HL7: envio de eventos de dispensação para Componente Especializado, recebimento de informação de PCDT atualizado, integração com Conecte SUS quando aplicável. Roadmap de adoção alinhado ao cronograma do Ministério da Saúde.
Dúvidas sobre RNDS
A integração com a RNDS é obrigatória para distribuidora?
O que é FHIR HL7?
Conecte SUS substitui o e-SUS Hospitalar?
Artigos que mencionam RNDS
Outros termos de Operacional
Cross-docking
OperacionalOperação em que mercadoria recebida é redirecionada diretamente para expedição, sem armazenagem intermediária. Reduz custo de estoque mas exige sincronização precisa entre compra e venda.
Abrir verbeteDispositivo médico
OperacionalTermo guarda-chuva ANVISA para qualquer instrumento, aparelho, material ou artigo usado em diagnóstico, tratamento, prevenção ou monitoramento de condições de saúde — sem ação farmacológica primária. Equivalente a "material médico-hospitalar".
Abrir verbeteEsterilização
OperacionalProcesso de eliminação de toda forma de vida microbiana em produtos para saúde, validado pelo fabricante com nível de garantia de esterilidade (SAL) ≤ 10⁻⁶. Define a categoria "produto estéril" vs "limpo" vs "padrão".
Abrir verbeteFEFO
OperacionalFirst-Expired, First-Out. Estratégia de separação que prioriza o lote com data de validade mais próxima — padrão obrigatório em distribuidoras farmacêuticas.
Abrir verbeteFIFO
OperacionalFirst-In, First-Out. Estratégia de separação por ordem de entrada. Em medicamentos, geralmente substituída pelo FEFO, que prioriza vencimento.
Abrir verbeteGTIN-DI
OperacionalGTIN-DI (Device Identifier) é o componente fixo do UDI (Unique Device Identification) — código GS1 que identifica unicamente um modelo de dispositivo médico. Complementado pelo PI (Production Identifier) com lote, validade e número de série.
Abrir verbeteDireito de recuperar o ICMS-ST pago a maior quando o preço real de venda final é menor que a base presumida da substituição tributária. O inverso (preço real maior) pode gerar complemento. Consolidado pelo STF (RE 593849) e regulado por convênios e normas estaduais.
Profissional habilitado (geralmente farmacêutico) formalmente designado como responsável técnico pela empresa perante a ANVISA, CFF e órgãos sanitários. Inscrição obrigatória no CRF estadual com vínculo específico à empresa.
Ver RNDS acontecer no K-SINFI.
Demonstração 45 minutos com farmacêutico especialista. Dados do seu perfil operacional — não slides genéricos.