RDC 430/2020
Norma da ANVISA de Boas Práticas de Distribuição, Armazenagem e Transporte de Medicamentos, em vigor desde 16/03/2021, incluindo as regras para termolábeis.
RDC 430/2020, também chamada de RDC 430, Boas Práticas para termolábeis ou norma de cadeia de frio farmacêutica, é a resolução da ANVISA que estabelece as Boas Práticas de Distribuição, Armazenagem e Transporte de Medicamentos. Ela substituiu a RDC 304/2019 e está em vigor desde 16/03/2021. Entre as suas exigências estão as regras para os medicamentos termolábeis, que precisam de temperatura controlada em toda a cadeia, da fábrica ao paciente.
O que são termolábeis
- 2 a 8 °C: vacinas, insulinas, biológicos, hormônios.
- 2 a 25 °C: alguns antibióticos e quimioterápicos.
- Congelados (−20 °C ou menos): terapias avançadas e alguns reagentes.
7 controles para termolábeis
- Monitoramento contínuo de temperatura nas câmaras frias e no transporte, com registro.
- Qualificação de equipamentos: câmaras frias, embalagens térmicas e veículos.
- Mapeamento térmico: identificação dos pontos críticos dentro da câmara fria.
- Alarme ativo para saída da faixa de temperatura (excursão térmica).
- Plano de contingência em caso de falha: gerador, mudança para câmara reserva.
- Qualificação do transporte: validação do contêiner térmico para a rota.
- Trilha de auditoria da temperatura do lote, do recebimento à entrega.
Excursão térmica
É quando o produto fica fora da faixa de temperatura por um tempo. Cada produto tem a tolerância definida pelo fabricante. Se a excursão passa da tolerância, é preciso uma decisão técnica sobre o destino do lote (reanálise, descarte ou reaproveitamento), tomada pelo RT e registrada.
Na prática
A parte de termolábeis da RDC 430 é uma das mais cobradas na inspeção e das mais difíceis de cumprir sem investimento. Sensor automático, alarme e registro contínuo custam dinheiro. Distribuidoras pequenas tentam contornar com termômetro manual de máxima e mínima e acabam perdendo produto.
O fiscal pede o histórico de temperatura por lote. Não basta dizer que "a câmara fria estava a 4 °C ontem": é preciso mostrar o registro contínuo, identificar as excursões e a decisão tomada para cada uma. Quem trabalha com planilha manual tem dificuldade para comprovar.
Perguntas frequentes
Toda distribuidora precisa atender a RDC 430?
Toda distribuidora de medicamentos responde à RDC 430/2020, que é a norma geral de Boas Práticas de Distribuição, Armazenagem e Transporte de Medicamentos. As exigências específicas de temperatura controlada valem para quem movimenta medicamentos termolábeis.
Qual a tolerância para excursão térmica de vacinas?
Depende do produto. Cada fabricante define o tempo fora de refrigeração tolerável, e o RT precisa decidir caso a caso. A decisão de manter ou descartar o lote é técnica e fica registrada.
Posso usar termômetro manual de máxima e mínima em vez de sensor?
Tecnicamente sim, mas o esforço manual numa distribuidora ativa é grande e o risco de uma excursão passar despercebida também. As vigilâncias estaduais esperam monitoramento automático nas operações maiores.
Por quanto tempo guardar os registros de temperatura?
Pelo prazo definido no procedimento da empresa, de acordo com a norma e com a orientação da vigilância local. Em caso de recolhimento ou de processo regulatório, esses dados são pedidos.
A RDC 430/2020 manda usar FEFO?
A RDC 430/2020 não usa a palavra FEFO. Mandar primeiro o lote que vence antes é uma boa prática do setor, que ajuda a cumprir o controle de validade exigido pela norma.
A qualificação do transporte é obrigatória?
Sim, para quem movimenta termolábeis. A qualificação confirma que o contêiner térmico mantém a faixa de temperatura durante o tempo máximo da rota. A distribuidora que terceiriza o transporte precisa de qualificação assinada pelo prestador.
Leia também: Controle de estoque na distribuidora farmacêutica, Inspeção sanitária em distribuidora hospitalar e WMS para distribuidora farmacêutica.
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