Markup
Margem percentual aplicada sobre o custo do produto para chegar ao preço de venda. Diferente de margem de contribuição, que é calculada sobre o preço de venda.
Markup é o percentual aplicado sobre o custo do produto para chegar ao preço de venda. É medida operacional clássica em distribuidora e varejo — fácil de calcular e comunicar.
Cálculo
Preço de venda = custo × (1 + markup). Se markup é 30% e custo é R$ 100, preço de venda é R$ 130.
Markup vs margem de contribuição
- Markup = (preço − custo) / custo.
- Margem de contribuição = (preço − custo) / preço.
Para o mesmo cenário (custo R$ 100, preço R$ 130), markup é 30%, margem é 23%. Os números não são intercambiáveis — confundir leva a erros de precificação.
Markup em medicamentos
Distribuidora opera com markup tipicamente entre 8% e 25%, dependendo da categoria. Genéricos têm markup menor (margem em volume); especialidades têm markup maior (volume menor, margem necessária maior).
O que o regulador realmente cobra
Markup direto não considera todos os custos. Custo de capital, custo de armazenagem, perdas por vencimento, custo da última milha — todos comem margem real. Distribuidora que opera só com markup direto descobre tarde que o "30% de markup" virou 5% de margem líquida.
O ideal é trabalhar com markup base + ajustes por categoria. Termolábil precisa de markup maior (custo de cadeia de frio); OPME consignado precisa de markup que compense risco de obsolescência.
Como o K-SINFI lida com Markup
O K-SINFI tem motor de pricing por categoria:
- Markup base definido por curva ABC e categoria.
- Custo total incluindo armazenagem, capital, perdas estimadas.
- Margem real calculada por produto e por cliente.
- Limite mínimo de venda — bloqueia faturamento abaixo do piso.
- Análise pós-venda de margem efetiva contra orçada.
Dúvidas sobre Markup
Markup de 30% é igual a margem de 30%?
Posso ter markup diferente para o mesmo produto em clientes diferentes?
Em pregão público, posso operar com markup zero?
Markup mudando muito por SKU é problema?
Outros termos de Comercial
Comodato
ComercialContrato de empréstimo gratuito de coisa não-fungível, regido pelos artigos 579 a 585 do Código Civil (Lei 10.406/2002). Em OPME, formato usado para colocar instrumental cirúrgico em hospital sem transferência de propriedade nem previsão de venda futura.
Abrir verbeteConsignação
ComercialModelo comercial regido pelos artigos 534 a 537 do Código Civil em que o consignante (distribuidora) entrega mercadoria ao consignatário (hospital, sala cirúrgica) com previsão de venda futura. Faturamento ocorre após confirmação de uso. Padrão em OPME ortopédico, cardiológico e neurocirúrgico.
Abrir verbeteCurva ABC
ComercialClassificação de produtos por relevância — A (alto giro/margem), B (médio), C (baixo). Em distribuidora farmacêutica, orienta política de estoque, frequência de compra e ponto de ressuprimento.
Abrir verbeteHospital
ComercialCliente B2B central da distribuidora médico-hospitalar. Compra com padronização, frequência alta, contratos anuais e particularidades (consignação de OPME, entrega programada, validade mínima). Pode ser público (licitação) ou privado.
Abrir verbeteLote econômico
ComercialQuantidade ideal de compra que minimiza o custo total (estoque + pedido). Em medicamentos, o lote econômico é restringido por validade do produto e prazo CMED de revisão de preço.
Abrir verbeteEstudo que identifica pontos críticos de temperatura dentro de câmara fria, contêiner ou veículo refrigerado. Exigência da RDC 430/2020 para qualificação de equipamentos termolábeis.
Categoria comercial ampla de produtos para saúde de consumo usados na assistência: gazes, seringas, agulhas, luvas, equipos, cateteres, suturas. Alto giro e baixo valor unitário, com exigência de registro ou notificação ANVISA por classe de risco e controle de lote e validade.
Ver Markup acontecer no K-SINFI.
Demonstração 45 minutos com farmacêutico especialista. Dados do seu perfil operacional — não slides genéricos.